O Mito Ekeko - De Juan Cusicanki para a sua filha, Júlia

"Quando cheguei ao Brasil em 1980, não tinha muito lugar para mim, porque sou indígena, ainda há muita discriminação. Mas mergulhei na cultura brasileira e fui me profissionalizando" Juan Cusicanki

Publicado em

"A Comunidade Boliviana da qual faço parte é a maior na Cidade de São Paulo. Nessa vídeo-carta performo Ekeko, o mito. Represento essa entidade da abundância, fruto da cultura andina pré-colombiana Tiwanaku, classificada como a civilização precursora do império Inca mais importante. O Ekeko faz parte da mitologia Aymara, povo que vive na Bolívia, Argentina, Peru, Equador, Brasil e por todo o planeta por conta da migração."

Em 2017, Ekeko foi reconhecido como Patrimônio Imaterial Intangível da Humanidade pela Unesco. Agora a comunidade boliviana em São Paulo luta para preservar esse patrimônio, mesmo com todas as dificuldades que nós imigrantes temos em ter acesso aos editais para trabalhar com arte e cultura popular fora de nossos países.

A produção multicultural e colaborativa faz parte do projeto Vídeo-cartas: Conexões Migrantes realizado por meio de oficinas no Sesc Carmo. Investigando a vídeo-carta como gênero artístico na busca por conectar pessoas e narrativas separadas pelo contexto geopolítico e econômico atual, os vídeos produzidos durante as oficinas refletem sobre a memória afetiva e as narrativas dos participantes em relação a experiências de migração, deslocamentos, refúgio, exílio ou saudades.

Os vídeos são o desdobramento de um laboratório audiovisual organizado por Daniel Perseguim, Karina Quintanilha e Juan Cusicanki e protagonizado pelos participantes-artistas: Valquíria Lage, Rawa Alsagheer, Prudence Kalambay, Shirley Maia, Cleia Plácido, Nduduzo Siba, Virgínia Lage, Abdo JA Rour, Oscar Flores, Alohá de la Queiroz, Precious Madonsela, Christina Janstein, Ghislain, Paulo Zeminian.

Publicidade
Publicidade

Deixe um comentário

Dúvidas? Pergunte aqui.